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Natal...e festas de final de ano!


Para mim o Natal foi sempre uma época especial.
É algo que como os nossos Mon Cherie e Ferrero Rocher, só acontece uma vez no ano.
Lembro-me da excitação que acontecia, na véspera de Natal, de não dormir bem ansiosa, com os presentes matinais.
A vida não era abundante, e os presentes não existiam á mão dum hipermercado, ou de uma saída às compras, tão vulgar como são agora os presentes anuais da crianças.
Eram outros tempos, que me ensinaram a valorizar o que tenho e a ser quem sou hoje, a pessoa que dá o seu melhor pelos meus, a vida mudou e já nem tudo se resume a coisas materiais, a deixar pedir presentes....hoje contento-me em oferecer-me um bom livro que leio diariamente, e um ou dois presentes para os mais pequenos.
Era o banquete do ano, em que tudo parecia ter outro sabor!
Embora ache que é bom receber, quem não gosta??, hoje percebo o valor de comprar, a dificuldade de pagar, as contas antes de investir.
Tudo se torna menos mágico na fase adulta...porque Natal significa logística, estar com uns e não estar com outros, separações familiares, decisões....e perdeu parte da sua magia por isso.
Desde que descobri o autismo do Salvador sinto-me embrenhada em pensamentos sobre aquilo que realmente significa o Natal aos dias de hoje.
A Lara adora o Natal, o Salvador também. 
Não me choca que passem metade comigo, metade com o pai, são diferentes experiências, e igualmente diferentes memórias.
Dentro de mim o Natal deveria continuar a ser aquele dia especial...mas há muito que não o é.
Este ano especialmente atipico, porque aqueles passeios ao quebrar da luz do dia, para vermos as luzes, as decorações, visitarmos outras cidades, tudo isso este ano se torna mais atípico.
Embora muita gente ainda o faça...mas isso cabe na consciencia de cada um...e na minha valem mais os abraços, os sorrisos sem máscara, os passeios livres ao fim-de-semana do que um capricho momentaneo.
Então prefiro aguardar o momento em que seremos livres sem sentir que infrinjo a regra do bom civísmo.
Hoje acordei com a sensação de que quero dar um novo valor a estas datas, não quebrar as tradições, e dar-lhes continuidade, mas isso só faz sentido, quando o espírito de Natal é bom convivío e boa comida, à volta de uma mesa farta, de coisas que só nos sabem nestes dias. As brincadeiras dos primos, que certamente guardarão na memória, tal qual eu guardei na minha.
Este ano o meu desejo de Natal...é que a Magia volte a ser o que era!

Feliz Natal e Bom ano Novo 



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