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De que tamanho é a nossa paciência?



Acho que as crianças e sobretudo as crianças com necessidades especiais, vêm ao mundo para nos mostrar o quanto elas têm o seu próprio tempo, para andar, falar, desfraldar, largar chupeta, biberon.
Mas no meio de tudo isto,  de que tamanho é a nossa paciência, talvez mais pequena que a ansiedade de que as coisas aconteçam a um ritmo tabela, estipulado par um cem número de crianças, onde as nossa podem pura e simplesmente não estar englobadas.
Muitas vezes nós mães temos paciência e por instinto, vamos aceitando os nossos meninos, no entanto esta sociedade de consumo imediato, esgota-nos com exigências, criticas e maldades.
Apontar o dedo em vez de apoiar ou ajudar.
Não existe fórmula mágica, não existem crianças tipo, cada criança é uma criança, e cada necessidade especial, embora que comum a todos é diferente em cada criança.
Uma mãe não se queixa, uma mãe desabafa na esperança de ouvir do outro lado um eco do seu desabafo e desespero, mas só quem é mãe entende estas sábias palavras!
Uma mãe e um pai esperam incondicionalmente, o  apoio e a ajuda de todos, não é apenas e só uma batalha que travamos sozinhos, estamos a criar um ser social, logo se torna do interesse e conhecimento de todos, e realmente volto a dizer, não é o MURO DAS LAMENTAÇÔES, é apenas uma mãe como tantas outras, um pai como tantos outros, com dias bons, maus, alegres e desesperantes.

Mas isto só entende quem tem filhos!
E isto é algo que ninguém vos diz quando vos pergunta:
E quando vão ter um filho? e quando vem o segundo?

Muito do stress e ansiedade que os pais sofrem hoje em dia é com medo do julgamento de olhares de quem pura e simplesmente não os entende e se limita a apontar o dedo.


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