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Quando a inclusão é na verdade exclusão!

Deveríamos ser, mas não somos!



Pais que têm crianças com deficiência ou necessidades educativas especiais, saberão certamente do tema que vou abordar hoje aqui.
Esta inclusão social é uma grande treta e na verdade por vezes sinto que para alguns membros da sociedade se tornaria mais fácil se as mesmas não existissem.
Não há inclusão a partir do momento em que matriculamos estas crianças e não nos informam devidamente de direitos e deveres.
As famosas AEC- Actividades Extra Curriculares, que servem para "entreter" mais 1 hora as crianças nas escolas, e digo as crianças que são "normais" e participam alegremente e com interesse, para as crianças portadoras de deficiência ou necessidades especiais, não fazem qualquer sentido, é acrescer stress, frustração e informação desnecessária, porque realmente é como pedir a uma parede para cantar dançar e fazer ginástica!
A criança que não está inscrita nas AEC, também não tem direito a horário na interrupção lectiva, assim sendo vai quebrar a sua rotina por 2 semanas ou meses, quer pela falta de profissionais qualificados, ou pela falta de funcionários, que aproveitam estas pausas onde lhes são impostas  formações laborais.


Nós por cá íamos optar pela primeira semana em horário ainda mais reduzido, note-se que só está na escola 6 horas diárias, e por vezes menos, e a segunda não ia, pelo simples facto de que tenho dois filhos, e a mais velha também tem direito a ser filha única e especial, nestes dias.
No entanto, como não se encontra inscrito nas AEC, que relembro quer frequente, quer não, as mesmas têm custo, não pode permanecer na escola durante o período de interrupção lectiva.

Atenção que os professores, e funcionários têm direito a férias, e a formações, o sistema de Ensino, é que deveria prever, e organizar as coisas de uma forma lógica.

Só exponho este caso, que no meu caso tenho uma criança "normal" e uma Autista, mas acho que é uma informação de interesse a todos.

Isto é Exclusão. Porque a lei deveria prever alíneas especificas para estas situações.
Um autista e um deficiente em cadeira de rodas, têm necessidades completamente distintas, mas são tratados como "normais", ou excluídos.

As pessoas devem perceber, que a deficiência pode cair na casa de qualquer família, e que infelizmente somos uma triste sociedade que aparenta e não pratica, é algo que nos acompanhará para a vida, e estas lutas são constantes, e desnecessárias seriam, e infelizmente só nos damos conta desta triste realidade, quando a mesma mora na nossa casa.

Eu até agora nem sequer pensava nisso, mas é uma Guerra que compramos, feita de pequenas batalhas, e se muito já foi alterado, foi porque há país que não desistem, não morrem na praia.







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