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O Autismo e os neurónios-espelho!

Vários estudos  têm sido feitos a autistas, na busca de alguma lesão no Lobo Frontal que abrange também a Hipófise, um dos 4 lobos do cérebro, onde os neurónios-espelho, estão situados.



Os neurónios espelho permitem ao ser humano a capacidade de:

Observar comportamentos e repeti-los dai o nome, quando nos olhamos ao espelho temos o reflexo a repetição daquilo que somos, da nossa imagem, desse facto deriva também muitas vezes o Não Reconhecimento do Autista , da sua imagem, em frente ao espelho ou numa fotografia de si próprio.
Eles activam-se através da imitação e da linguagem verbal, o que nos diz que provavelmente, e de alguma forma esta parte do nosso cérebro, poderá estar afectada!


Temos também a Broca, igualmente situada no lobo frontal, que porque há ausência da comunicação verbal através da linguagem, a chamada Afasia, que não é nada mais nada mesmo que a incapacidade de interpretação da linguagem e a capacidade de reproduzir verbalmente,poderá estar também afectada, desencadeando assim, duas défices cognitivas.

Foi descoberta em 1861 pelo cientista francês Paul Broca[1] e denominado por David Ferrin como Aire de Broca - centre moteur de la parole(área de Broca - Centro motor da fala).[2]
Broca descobriu a ligação entre a fala e uma região específica do cérebro ao fazer, em 1861, a autópsia de M. Leborgne, um paciente do hospital de Bicêtre que não tinha nenhuma paralisia física e compreendia a linguagem, mas era incapaz de falar qualquer coisa além de tan.[2]

Embora muitas das vezes, seja possível compreender e verbalizar e até construir mentalmente, no entanto como a àrea da linguagem está afectada na parte da comunicação verbal, essa frase mentalmente construída, não é passível de ser transmitida.

Depois também temos a área de Wernike, que é a outra área maior pintada a vermelho.

Danos causados na área de Wernicke podem fazer com que uma pessoa que escute perfeitamente e reconheça bem as palavras, seja incapaz de agrupá-las para formar um pensamento coerente, caracterizando a doença conhecida como Afasia de Wernicke[1][2].
A área recebe o nome em homenagem a Karl Wernicke, um neurologista e psiquiatra alemão, que nem todos os déficits de linguagem eram resultado de danos à área de Broca, descrita por Paul Broca. Karl notou que lesões na região posterior esquerda do giro temporal superior resultavam em déficits na compreensão da linguagem.

Tudo o que têm em comum é o Cortéx, que é onde se alojam os neurónios, que podem estar em défice ou ter sofrido alguma lesão, a mais comum falta de O2- Oxigénio no sangue. E é extremamente complexo e importante para o ser humano no que toca às suas funções.



Resta pesquisar a causa, e quantas das áreas de um autista estão realmente afectadas!!!
Muita pesquisa ainda há a fazer neste campo, no entanto, havemos de lá chegar!

Comentários

  1. Respostas
    1. Mesmo Marta, e ainda há muito a aprender e explorar sobre autismo, eu ainda estou nos primeiros passos!

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