Avançar para o conteúdo principal

A maternidade é uma cena lixada!!! Uma espécie de montanha russa

A maternidade muda-nos para sempre, muda a nossa mentalidade, a nossa maturidade e a nossa forma de ver a vida.
Ficamos com medo de morrer.
Ficamos com menos dinheiro na conta bancária, com agenda mais preenchida, com noites mal dormidas.
Descobrimos um poder dentro de nós que até então nada exaltava. Descobrimos que o corpo feminino é fantástico, quando o bebé nasce, olhamos para ele olhamos para nós, e perguntamos, como é que isto tudo, estava dentro da minha barriga. Descobrimos que somos capazes de alimentar e trazer um ser à vida e fazermos com que seja nutrido, protegido, cuidado , amado.
Descobrimos o tal do amor incondicional, que só nutrimos pelos filhos.
Ficamos a perceber tudo sobre fraldas, biberons, banhos, num abrir e fechar de olhos, como que instintivamente.

Será que vou conseguir??? Pergunta atormentadora! Vou sim. Essa é a resposta.

Fazemos mil e uma perguntas, mesmo depois de estarem cá fora, se devíamos ou não ter assumido tamanha responsabilidade.
Por vezes arrependemo-nos, ou pensamos que estamos arrependidos, por vezes choramos, sorrimos, temos ataques de tristeza, solidão, fúria, raiva, pânico, medo, ansiedade.
Culpamo-nos por tudo e por nada, vivemos em sobressalto, comemos de pé, tomamos banho com a porta aberta, trancamos as portas, as janelas, verificamos tudo e mais alguma coisa, para que estejam em segurança, e ainda assim eles são capazes de coisas do arco da velha, e acidentes acontecem, senão não se chamariam acidentes!!!
Fazemos toneladas de máquinas de roupa, lanchinhos, pedidos de coisas da creche/escola, damos uma palmada ou berramos, choram eles e choramos nós, e achamos que a protecção de menores é capaz de nos retirar por isso...
Quando temos mais que um filho, e um deles ainda é pequeno, deitamo-nos com a sensação que não demos atenção suficiente ao/s outro/s.
Descobrimos que têm muito deles e muito de nós.
Mesmo sem terem saído de casa já fazemos a comida preferida e compramos aquelas coisinhas que mais gostam, sejam saudáveis ou não.
Percebemos que a parentalidade é um trabalho a dois, que muitas vezes é mais da mãe, não se iludam.
Descobrimos que temos uma intuição maternal fantástica e raramente falha.
Sabemos sempre quando estão ou vão ficar doentes só de olhar para eles!
Queremos sempre estar sem eles e com eles, e sim esta é uma das sensações mais estranhas que temos, queremos "livrar-nos" deles e quando o fazemos, levamo-los connosco para todo o lado em pensamento,  e quando não estão parece que deixamos o coração em casa ;)
Nunca mais nos sentimos sós, mesmo que estejamos.

E vamos preocupar-nos sempre, sempre com eles, mesmo que tenham 60 anos!

E muito haveria a acrscentar a esta montanha russa!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

December!!!!

Dezembro chegou... e com ele todos os pensamentos, todas as reflexões de um ano completamente atípico a que todos sobrevivemos....mas deixem apenas dizer lhes que ....foi um ano de crescimento individual, espiritual e familiar! Saio deste ano de coração cheio, de pura adrenalina, como é óbvio momentos de tudo....foi ano de Marte e deviamos ter preparado para a guerra, se todos chegamos até aqui vivos e de saúde somos uns guerreiros natos, capazes de enfrentar qualquer batalha. Prosseguiremos a 2021, ano de Vénus,  do amor, da prosperidade, da fé e da abundância, da compaixão, do cuidado ao próximo, dos amores impossíveis de contos de fadas! Peço para este ano uma reflexão: o que vale a pena lutar em cada vida que nos pertence? Do que devemos ser gratos ao acordar e ao deitar? O que é para si a liberdade, a saúde, a segurança! O que realmente importa para cada um de nós? Acho que foi um ano bastante reflexivo para quem abarcou e tentou entender a mensagem...a bem da verdade nestas últim

Pagamos uma casa a vida toda e agora ninguém quer passar os dias dentro dela

 Mais uma cultura portuguesa enraizada que felizmente começa a mudar! E porque não trabalhar dentro de casa, afinal pagamos uma renda, um empréstimo que não deixa de ser igualmente um crédito bancário. Ainda que tenhamos um trabalho no exterior, porque não trabalhar em casa, criar um cantinho para fazê-lo? Incentivar os vossos filhos a explorar uma capacidade....se com a idade deles pais e avós ganhavam dinheiro em fábricas, eles podem ganhar no conforto do seu lar, explorando os seus próprios dons e capacidades. Pagamos a nossa casa uma vida....são 100 mil...200 mil....300 mil...é que pensando bem na realidade actual ...sei que muitos são teletrabalho e aglomeram "n" tarefas ao que já têm, mas isto não será sempre assim, e porque não começar já hoje? Todos nós vimos ao mundo dotados de pelo menos 1 dom e 1 propósito de vida, dos quais somos dotados por Deus na nossa hora de nascimento. Existem pessoas que os descobrem e são felizes porque não é trabalho, é propósito, é dom,

Saudades das minhas gajas

Tenho saudades das minhas gajas, das gargalhadas, do verão, das danças, dos jantares, de socializar. Sinto saudades de fazer amor, de fazer sexo, de nadar no mar e fazer topless. Sinto saudades da sangria, da cerveja, do sunset, da areia da praia. das ondas do mar. Sinto saudades do teu beijo, do teu sorriso entre ele, e do teu abraço. Sinto saudade de não ter medo de amar, porque é bom amar sem medo. Sinto saudade do bikini, dos pés na areia, da brisa a bater-me na cara. Sinto saudades do alpendre lá de casa, do jardim de inverno, dos finais de tarde de verão. Sinto falta dos abraços, dos beijos, das borboletas na barriga, dos primeiros encontros. Sinto saudades de acordar com desejo e adormecer com paixão.  Sinto saudades do teu abraço aconchegante, do teu toque meigo, do teu mau feitio. Sinto saudades da paixão desenfreada e do tesão, mas mais saudades do teu amor calmo, que me serana, saudades da tua voz....aí a tua voz. Saudades dos jantares, de andar de mão dada na praia, de quan