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sexta-feira, 20 de outubro de 2017









Outubro, traz-nos as folhas caídas, as cores amarela, vermelha e castanha, traz-nos os dióspiros, as castanhas assadas, o Halloween, o cheiro a Natal, as decorações de Natal.
Outubro é um mês já da chuva, embora este ano tenha sido atípico em muitas coisas, traz-nos o cinema em casa, as mantas de lã, os serões em família, a vontade de acender a lareira, o copo de vinho tinto à sexta à noite.
Outubro traz-nos as abóboras, o doce de abóbora em torradas acompanhado com chá!
Traz-nos o amor enroscado numa manta.

"Outubro, para sempre Outubro."



Sou mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.
Embora, com alguns dias de folga no meio, contando que há dias que valem por dois.
Quem disse que ia ser fácil?
Este dias li um comentário de uma mãe a dizer que as vidas de mãe em alguns blogs são perfeitas, mas que a dela não é.
Todas as vidas de mãe são difíceis, em especial, todas aquelas que são as das unicamente mães
Não sei quantas horas passo em viagens para cá e e para lá, não sei quantas horas passo a correr para escola, buscar um e outro.
Não sei quantas vezes faço este percurso, mas acho que são umas 6 a 8 vezes por dia, não incluindo as terapias!
Uma mãe comum faz 2, algumas nem 2 porque têm transporte escolar.
Há dias que me esgoto, há dias que não me apetece fazer mesmo nada estas viagens.
Há dias complicados e cansativos como mãe.
Há dias em que como hoje, fui fazer exercício e que por causa de inflamações articulares que segundo os milhentos médicos que consultei não passam de inflamações sem causa aparente, fiquei com a omoplata da rigidez de um tijolo, mesmo presentemente a tomar anti inflamatório e magnésio.
Há dias esgotantes e nada perfeitos.
Há dias em que queria ser uma grande tartaruga e esconder-me toda dentro da minha carapaça, até a neura passar.
Hoje é um daqueles dias de mãe!!!!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Penso ser a primeira vez que falo sobre este tema no blog, porque no Facebook, já tenho falado imensas vezes.

Desde os 18 meses, altura em que se começou a ter o alerta para o facto do Salvador ser autista, até aos 3 anos, altura em que foi diagnosticado, TEA- pelo Neuropediatra, a nossa vida tem seguido um rumo muito diferente.

Vamos falar então do que mudou e foi acrescido à nossa vida:

Descobri o autismo, até então completamente desconhecido, honestamente nunca tinha ouvido falar deste Espectro/Handicap.

Tenho feito muita pesquisa sobre as diversas terapias, brinquedos sensoriais, técnicas para acelerar o processo de fala e socialização, e poder trabalhar com o Salvador de 1 para 1.

Resta dizer que o autismo é um espectro, e varia de criança para criança, dependendo do grau, que não pode ser medido ou quantificado por um exame físico, mas sim por um especialista, preferencialmente, Neuropediatra/ Psicólogo.

A ELI  - equipa de Intervenção precoce que o acompanha desde o infantário e ajuda na recuperação do Salvador, e que vai desde a sua avaliação em contexto familiar e escolar, e visa apresentar o maior número de ajudas possíveis, de acordo com as suas maiores dificuldades.

Que também foi um choque porque inicialmente, achava que a ELI era uma espécie de um conjunto de pessoas, que estavam aqui para avaliar os pais e não os filhos, e se algo corresse mal iam retira-los de nós, iam julgar e criticar.

Atenção que todos os pensamentos ilógicos descritos da ideia pré concebida que tinha sobre tudo, foram na fase de negação do problema do Salvador. Felizmente essa fase foi seguramente ultrapassada e tudo que vai surgindo como forma de ajuda, é avaliado por nós pais conscientemente, testado, e introduzido na dinâmica familiar actual. Mas aceitamos a sugestão e avaliamos e isso é um passo muito grande na aceitação, para o caso de ser benéfico à criança em questão.

O Ensino Especial na idade pré escolar- 3 aos 6 anos- o Salvador tem uma professora do Ensino Especial a dar apoio, claro fique, que não é portador de deficiência, toda ou qualquer criança que necessite de ensino especial, o Ensino Especial serve para ajudar toda e qualquer criança, com dificuldade em determinada àrea, e que está disponível no serviço público, e gratuitamente, a partir da idade pré-escolar,  que não significa que seja de todo uma deficiência.

Dito isto assim, porque quando me falaram em ensino especial, eu própria só pensava que o Salvador iria estar numa sala com crianças com várias dificuldades, e ia ser conotado, e levar isso para o resto da vida, mesmo que tivesse cura, e que para além disso, nunca iria desenvolver o suficiente, por não estar em contacto com as crianças neurotipicas.

Hoje eu percebo que isso serve apenas como apoio à criança, à professora titular e aos pais. E que o desenvolvimento dele, não passa só e apenas por estar numa escola regular, com crianças neurotipicas, o desenvolvimento dele passa por terapias, estímulos, suporte familiar e essencialmente do seu próprio esforço e capacidade.

Quando vos apresentarem soluções apesar do choque, esteja, abertos a tentar entender e a aceitar!

Também estou disponível a esclarecer questões dentro da minha experiência de mãe de um autista, que vos possa ser útil.

Ou por mensagem de facebook, ou e-mail. adriana.costeira@gmail.com


Cozinhar através dos sentidos

Já perceberam se seguem os instastories desta casa Portuguesa, que por aqui adoramos comer e cozinhar. e acreditem adorados leitores, que q...

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